"Quando a paixão não dá certo, não há porque me culpar. Eu não me permito chorar. Já não vai adiantar. E recomeço do nada sem reclamar."
Quando algo azeda, azeda mesmo, sabe? Não adianta ficar nessa de tampar o nariz, fingir que tá tudo bem e colocar pra dentro mesmo assim, porque faz mal mesmo e pronto. Não tem nem pra onde correr.
E, se você ficar por ali... como quem não quer nada... também não vai adiantar, é o bom e velho "já deu o que tinha de dar". Você não aguenta nem o cheiro.
Pois trabalho também é assim. Quando você abusa, abusa. Num tem nem o que fazer, nem do que reclamar. Você vai como se fosse obrigação - e é o que é mesmo - porque o prazer todo que a coisa trazia já se foi há um loooooooongo tempo.
E é por isso quem nem fui atrás de renovar. O prazo chegou e passou e, na véspera, ainda me peguei na dúvida. Talvez renovasse só no susto, como da última vez, em que nem pensei nem nada, era correndo atrás de documento, histórico escolar etc e tal, aquela fila do tamanho do mundo na pró-reitoria - que ô povo burro, nã!
Quer dizer, burrice ou má vontade, nem sei. Porque uma fila só para tudo é sem condições. Quando alguém quer dar entrada numa bolsa de trabalho da faculdade tem que preencher uma ficha do tamanho do mundo em que declara toda a sua vida e levar 1 bilhão e meio de documentos e a mulherzinha lá tem que conferir toooodos os dados.
Quando alguém vai renovar tem que levar uma coisinha ou duas - o que sempre lasca é só ficar sabendo às vésperas. Pois bem, eles colocam tudo junto numa fila só.
Olha só o estresse que eu não tive esses dias! Mais um motivo pelo qual eu não me arrependo de forma alguma de não ter renovado minha bolsa da faculdade!
Gente, repara não... é só que eu já estou imaginando como vai ser em casa quando eu der a ótima - pelo menos, para mim - notícia.